sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A Língua Francesa

O francês (français) é um dos principais idiomas do mundo, e uma das mais importantes línguas românicas, com um número de falantes apenas inferior ao do espanhol e do português. Em 1999, o francês era a sexta língua mais falada do mundo, utilizada por cerca de 110 milhões de pessoas como língua materna e por 210 milhões, se incluídos os que a falam como segunda língua. É uma das línguas oficiais ou administrativas de várias comunidades e organizações (tais como a União Européia, a União Africana, o Comitê Olímpico Internacional, aAgência Mundial Antidoping, as Nações Unidas e a União Postal Universal).


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lingua_francesa


A língua Inglesa



O inglês (English) é uma linguas que se desenvolveu no sul da Grã-Bretanha durante a Idade Media. Como resultado da influência militar, econômica, científica, política e cultural do Imperio Britanico, durante os séculos XVIII, XIX e início do XX, e dos Estados Unidos desde meados do século XX o inglês tornou-se a língua, em muitas partes do mundo. Ele é usado extensivamente como segunda língua e como língua oficial em países da Commonwealth e muitas organizações internacionais.
A língua inglesa se origina de vários dialectos do germânico ocidental falados pelos jutos, anglos e saxões, que invadiram a ilha da Grã-Bretanha, antes dominada por celtas, a partir do século V. Ela sofreu influência das línguas nórdicas com as invasões Vikings e, a partir de 1066, com conquista normanda recebeu um importante superstrato da língua francesa, dando origem ao ingles medieval. A etimologia da palavra "English" é uma derivação da palavra englisc ou Engle do inglês arcaico do século XII, forma plural Angles ("dos, relativos a, ou característico da Inglaterra").
O inglês moderno se desenvolveu com a Grande Mudança Vocálica, que começou na Inglaterra do Seculo XV e continua a adotar palavras estrangeiras a partir de uma variedade de línguas, bem como inventar novas palavras. Um número significativo de palavras em inglês, especialmente palavras técnicas, foram construídos a partir de raízes do latim e do grego antigo.




sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Utilizadores de Línguas Gestuais na UE

Não há estatísticas pormenorizadas sobre o número de utilizadores de línguas gestuais na União Europeia, mas o inquérito Eurobarómetro efectuado em 2001 mostrou que 0,2 por cento dos inquiridos conhecia uma língua gestual. Extrapolando para toda a UE, isto significa que há cerca de 900 000 utilizadores de línguas gestuais, embora estes dados devam ser considerados com alguma reserva devido à reduzida dimensão da amostra. Outras estimativas sugerem que uma pessoa em cada mil usa uma língua gestual nacional como primeira língua, o que equivaleria a cerca de meio milhão de pessoas na UE. Para além dos surdos, para quem a língua materna pode ser uma língua gestual, os utilizadores de línguas gestuais incluem também os deficientes auditivos, os seus familiares e amigos e outras pessoas que utilizam uma língua gestual como segunda ou terceira língua.



A protecção e promoção das línguas regionais e minoritárias constitui um dos abjectivos politicos da UE

A UE tem uma política positiva em relação às línguas regionais e minoritárias, consagrada na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, cujo artigo 22º estabelece que "A União respeita a diversidade cultural, religiosa e linguística."
O Parlamento Europeu adoptou várias resoluções que visam promover medidas a favor das línguas regionais e minoritárias.
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As medidas de defesa das línguas regionais e minoritárias apresentam duas vertentes:

financiamento de projectos e iniciativas concretas para promover as línguas regionais e minoritárias (até ao ano 2000);
- apoio financeiro ao Gabinete Europeu para as Línguas Menos Divulgadas e à rede de informação Mercator: para mais informações sobre estes organismos, consultar“Organizações”.
As línguas que beneficiam destas medidas são as línguas autóctones faladas tradicionalmente por uma parte da população dos Estados-Membros da UE ou dos países do Espaço Económico Europeu. Esta definição não abrange as línguas das comunidades imigrantes, nem as línguas criadas artificialmente ou os dialectos de uma língua oficial de um dos países em causa.

     Fonte::  http://ec.europa.eu

A maioria das línguas europeias pertence a uma das seguintes famílias indo-europeias:



- Baltica - báltica oriental (letão e lituano) e báltica ocidental (por exemplo, antigo prussiano);


- Celta - britónica (por exemplo, galês) e gaélica (por exemplo, irlandês);


- Germanica - germânica do norte (por exemplo, dinamarquês e sueco) e germânica ocidental (por exemplo, neerlandês, inglês e alemão);


- Românica - daco-romena (por exemplo, romeno), galo-românica (por exemplo, francês), ibero-românica (por exemplo, português e espanhol), italo-românica (por exemplo, italiano) e reto-românica (por exemplo, romanche)


- Escava - eslava oriental (por exemplo, russo), eslava do sul (por exemplo, búlgaro e esloveno) e eslava ocidental (por exemplo, checo e polaco).


O albanês e o grego são também línguas indo-europeias, embora não relacionadas com outras línguas sub-indo-europeias.


Contudo, algumas outras línguas europeias têm raízes completamente distintas. O estónio, o finlandês e o húngaro pertencem à subfamília fino - Hungria das línguas urálicas, que se crê se tenham desenvolvido na zona ocidental dos Montes Urais na Rússia moderna.


Por sua vez, o maltês é uma língua semítica com raízes árabes, enquanto o basco, com cerca de 800 000 falantes, não tem, que se saiba, ligações com nenhuma outra família linguística.


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O facto de uma língua ter estatuto de "língua oficial e de trabalho" implica, sobretudo, duas coisas


-  a correspondência com as instituições da UE pode processar-se em qualquer uma das línguas em causa; 
-  os regulamentos e outros documentos legislativos da UE são publicados, nomeadamente no Jornal Oficial em todas as línguas oficiais e de trabalho. 
Devido a condicionalismos de tempo e orçamentais, relativamente poucos documentos são traduzidos para todas as línguas. Regra geral, a Comissão Europeia utiliza o inglês, o francês e o alemão como línguas processuais, enquanto as línguas das traduções que o Parlamento Europeu fornece variam consoante as necessidades dos deputados.

Inquérito Euro-barómetro ( este inquérito foi realizado pela UE)


Inquérito sobre as competências linguísticas dos europeus

Os serviços de inquéritos e análises da Comissão Europeia, responsáveis pelo Eurobarómetro, levou a cabo dois projectos de investigação sobre as competências linguísticas dos cidadãos europeus e as respectivas atitudes perante as línguas.
Os inquéritos foram efectuados em 2001 e 2006, ou seja, com um intervalo suficiente para permitir a comparação de eventuais alterações de atitude. Contudo, devido ao alargamento da UE, o âmbito de aplicação do segundo inquérito foi mais amplo do que o do primeiro. O inquérito de 2006 incluiu os dez países que aderiram à UE em 2004, bem como a Bulgária, a Croácia, a Roménia e a Turquia.

A maioria dos europeus fala línguas estrangeiras

Os resultados dos inquéritos são muito interessantes. Em 2001, 53% dos inquiridos afirmavam que falavam uma língua para além da língua materna. Em 2006, este número subiu para 56%. Os campeões do multilinguismo na UE são os luxemburgueses, dos quais 99% sabem pelo menos uma língua estrangeira, seguidos pelos eslovacos (97%) e pelos letões (95%).
Em 2006, 28% dos inquiridos falavam duas línguas estrangeiras (26% em 2001). As segundas línguas mais populares são o inglês, o francês e o alemão, seguidas do espanhol e do russo.
Em geral, os inquéritos revelaram que os Estados-Membros mais pequenos, com várias línguas oficiais, possuíam os maiores níveis de multilinguismo. O mesmo se verifica em relação a países com línguas nacionais menos divulgadas e com "intercâmbio linguístico" com países vizinhos. Em 2006, apenas seis dos Estados-Membros tinham uma maioria de monolinguistas: Irlanda (66% das pessoas não sabem nenhuma outra língua para além da língua materna), Reino Unido (62%), Itália (59%), Hungria (58%), Portugal (58%) e Espanha (56%).
Só uma minoria de europeus considera que a aprendizagem de línguas não é importante: 8% em 2006, embora este número represente um ligeiro aumento em relação aos 7% de 2001.